Segundo a estatal, o preço médio do combustível nas refinarias passará a R$ 3,43 por litro a partir desta sexta (18). Considerando a mistura obrigatória de 14% de biodiesel no produto vendido nos postos, a estatal calcula um repasse de R$ 0,10 por litro ao consumidor final.
 
Foi o segundo corte no preço do diesel em 2025: o primeiro foi anunciado no fim de março. Antes, em fevereiro, a Petrobras havia elevado o preço do combustível, que passou o ano de 2024 inteiro sem alteração nas refinarias da estatal.
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A empresa diz que, com o corte anunciado nesta quinta, a queda acumulada do preço nas refinarias desde o início do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega a R$ 1,59 por litro, ou 31,7%, considerando a inflação do período.
A sequência de reajustes em 2025 difere da estratégia adotada pela Petrobras no ano anterior, o primeiro da gestão da presidente Magda Chambriard. Em 2024, a estatal optou por operar por longos períodos com preços desalinhados ao mercado internacional.
 
A companhia alegava que sua política comercial tinha como premissa não repassar ao consumidor volatilidades do merca do internacional. Na quarta (16), Magda repetiu a premissa em entrevista, dizendo que não queria repassar a “confusão” provocada por Trump ao mercado interno.
 
O governo vinha cobrando o ajuste de preços à queda das cotações internacionais. Na semana passada, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, chegou a comentar o assunto publicamente em ao menos duas ocasiões.
 
Na abertura do mercado desta quinta, o preço do diesel vendido pela companhia estava R$ 0,11 por litro acima da paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis). No caso da gasolina, o prêmio era de R$ 0,08 por litro.