O adolescente, de 17 anos, apreendido nesta quarta-feira (4), suspeito de participação no latrocínio que terminou com a morte do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 28 anos, em Santos, no litoral de São Paulo, teria voltado ao local após as agressões para furtar um objeto da vítima, que já estava desacordada. A informação foi confirmada pelo delegado Wagner Camargo Gouveia, em entrevista à Santa Cecília TV.

Segundo o delegado, o adolescente já havia sido identificado durante as investigações e tinha um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. A Polícia Civil realizou diligências para localizar os envolvidos e seus familiares até chegar ao endereço do jovem. Ele foi encontrado na residência, acompanhado da família, e conduzido à delegacia.

“Ele tem uma participação bem ativa no crime, porque ele volta, ameaça a vítima e, depois que ela é agredida e desacordada, desce ali, abaixa para pegar algum objeto da vítima”, explicou o delegado.

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De acordo com Camargo Gouveia, o adolescente não tinha antecedentes. Ele foi encaminhado à Fundação Casa e responderá por ato infracional análogo ao latrocínio, que é o roubo seguido de morte.

O delegado explicou que a medida socioeducativa de internação pode durar até três anos, com reavaliações a cada seis meses, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Cinco adolescentes estão internados na Fundação Casa

Com a nova apreensão, a Polícia Civil chegou a cinco adolescentes internados entre os sete menores identificados na investigação. Outros dois adolescentes e dois adultos ainda são procurados. Ao todo, nove pessoas foram identificadas por participação nas agressões e no roubo que resultaram na morte de Marcelo.

Segundo o delegado, o primeiro adolescente apreendido seria o principal responsável pelas agressões. Os demais teriam atuado intimidando a vítima em grupo e participando das subtrações.

“Eles não tinham nenhuma arma branca ou arma de fogo. Foi nas agressões que eles subtraíram, e essas agressões resultaram na morte da vítima”, afirmou.

Polícia investiga outros roubos na mesma madrugada

A Polícia Civil também apura a participação dos adolescentes e adultos em outros crimes cometidos naquela madrugada. Conforme o delegado, há informações sobre pelo menos cinco furtos e roubos de celulares antes do latrocínio.

Camargo Gouveia pediu que pessoas que tiveram aparelhos ou outros objetos levados pelo grupo compareçam à delegacia para registrar as ocorrências e realizar eventuais reconhecimentos dos suspeitos.

“É importante que as vítimas compareçam para fazer os reconhecimentos. Além do latrocínio, podem ser apurados outros roubos e furtos”, destacou.

O delegado também ressaltou a importância das informações repassadas pela população, que contribuíram para a identificação dos envolvidos. Os reconhecimentos pelas vítimas, entretanto, são importantes para o avanço das investigações sobre os demais crimes.

Morte após agressões

Marcelo participou de uma apresentação da Banda Esquerdantina, realizada em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento começou na noite de sexta-feira (23) e terminou na manhã de sábado (24).

Por volta das 3h, o engenheiro se afastou dos amigos para ir ao banheiro e não retornou. Preocupados com a demora, os colegas começaram a procurá-lo e o encontraram desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.

A vítima foi socorrida e levada à Santa Casa de Santos, onde permaneceu intubada e em coma induzido. No domingo (25), foi transferida para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista. A morte encefálica foi constatada no domingo, e o óbito foi registrado às 17h20 de segunda-feira (26).

FONTE/CRÉDITOS: Santa Portal