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Diagnosticada com um câncer raro, a pequena Áurea, de 8 anos, enfrenta uma nova etapa na luta contra a doença. Após passar por uma amputação do braço para conter o avanço do tumor, a família iniciou uma campanha para arrecadar recursos destinados à produção de uma prótese mecânica personalizada, que deve devolver parte da autonomia à menina.
O primeiro sinal da doença surgiu com um pequeno caroço no ombro. Após uma série de exames, Áurea foi diagnosticada, em março de 2025, com um PEComa (tumor de células epitelioides perivasculares), um tipo de câncer extremamente raro, principalmente em crianças.
“Receber o diagnóstico é sempre impactante e devastador. A gente acaba ficando sem chão, sem rumo”, relata Giovana Bravo, irmã mais velha de Áurea.
Do diagnóstico à amputação
Grande parte das pesquisas e das opções de tratamento para o PEComa está concentrada nos Estados Unidos. A doença é extremamente rara, com incidência estimada entre 0,12 e 0,24 caso por milhão de habitantes.
Áurea é a única paciente com esse diagnóstico atendida pelo Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAAC).
Após meses de internações, sessões de quimioterapia e tratamento intensivo, a menina passou pela primeira cirurgia para retirada do tumor, em novembro de 2025.
Ela venceu essa etapa e, em fevereiro de 2026, chamou atenção nas redes sociais ao comemorar a conquista durante uma viagem com a família. No entanto, dois meses depois, um novo caroço, localizado abaixo do braço, levantou suspeitas sobre um possível retorno da doença.
Após novos exames, os médicos confirmaram o retorno do PEComa e indicaram que a alternativa mais segura seria a amputação do braço.
Segundo Giovana, a irmã enfrentou o procedimento com coragem, apesar do medo.
“Quando a Áurea acordou da cirurgia, no segundo dia, lembrou do nosso primo, que constrói robôs. Ela disse: ‘Se ele consegue construir robôs, consegue construir um braço para mim’”, conta.
Prótese personalizada
Por causa da extensão da cirurgia, que também exigiu a retirada de parte do ombro, não existe atualmente uma prótese pronta que atenda às necessidades de Áurea.
Diante desse desafio, o primo da menina aceitou desenvolver um projeto exclusivo de prótese mecânica, que permitirá maior independência nas atividades do dia a dia.
Segundo ele, ainda não há prazo para conclusão do equipamento.
“Ainda não tem previsão porque estou estudando o braço da Áurea. Quando ela retirar os pontos, vamos fazer o molde do corpo dela para desenvolver o encaixe e toda a estrutura.”
O desenvolvimento da prótese exige um investimento de aproximadamente R$ 200 mil.
Campanha solidária
Atualmente, Áurea segue em tratamento, realizando quimioterapia oral em casa. Para viabilizar a construção da prótese, a família iniciou uma campanha de arrecadação, será necessário realizar o investimento de R$ 200 mil.
Até o momento foram arrecadados R$ 40 mil.Quem quiser colaborar pode fazer uma doação via Pix pela chave [email protected] ou contribuir pela plataforma da campanha.

Plantão Guarujá