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O Tribunal do Júri de Guarujá, no litoral de São Paulo, condenou Liozélio Alves da Costa a 40 anos e dez dias de prisão pelo assassinato da companheira, Milena Oliveira dos Santos, de 26 anos, morta a facadas em outubro de 2024. O julgamento foi realizado nesta terça-feira (20), e a sentença determinou o início imediato do cumprimento da pena, em regime fechado, além de negar ao réu o direito de recorrer em liberdade.
A decisão foi proferida pela juíza Isadora Monteiro Moreira, da 3ª Vara Criminal do Foro de Guarujá. A Justiça também fixou indenização mínima de R$ 50 mil à família da vítima, com acréscimo de juros e correção monetária.
De acordo com a sentença, proferida durante a noite, a condenação foi estabelecida em cumprimento à decisão do Conselho de Sentença, formado pelos jurados. O réu, submetido a júri popular, foi considerado culpado por feminicídio com qualificadoras relacionadas ao meio cruel, à dificuldade de defesa da vítima e ao motivo fútil.
A Reportagem não localizou a defesa de Liozélio até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.
Como aconteceu o crime
Milena foi morta na madrugada de 28 de outubro de 2024, na casa onde vivia com o companheiro, na Rua Soldado André Fernandes Júnior, no bairro Jardim Mar e Céu, em Guarujá.
Na época, Liozélio tinha 34 anos e foi preso em flagrante após procurar uma base da Polícia Militar (PM), na Avenida Dom Pedro I, por volta das 6h, e relatar que havia matado a companheira.
Segundo informações policiais divulgadas à época, os agentes foram até o endereço indicado e encontraram a mulher já sem vida. A perícia técnica foi acionada para examinar o local.
O casal mantinha um relacionamento havia cerca de quatro anos e tinha retomado a convivência poucos dias antes do crime, após um período separado. Familiares relataram à polícia que a relação era marcada por discussões verbais frequentes.
Em depoimento, o acusado afirmou que havia consumido bebidas alcoólicas e cocaína entre a tarde de domingo (27) e o início da madrugada de segunda-feira (28). Conforme os relatos reunidos durante a investigação, uma discussão começou entre os dois, e ele atacou a companheira com uma faca.
Após o assassinato, o homem deixou a residência e tentou entrar em contato com a irmã. Como não conseguiu falar com ela, retornou ao local e, posteriormente, procurou a base da PM para relatar o ocorrido.

Plantão Guarujá