O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita e um possível caso de maus-tratos é investigado.

Segundo o boletim de ocorrência, a criança chegou à unidade em parada cardiorrespiratória por volta de 1h20. Os profissionais realizaram manobras de reanimação por cerca de 35 minutos, mas a criança não resistiu. De acordo com o documento, equipe médica identificou diversas lesões no corpo da criança durante o atendimento, como escoriações, cortes, marcas na axila compatíveis com queimaduras por bitucas de cigarro e dilatação na região anal, o que sinaliza suspeita de abuso sexual segundo a avaliação do médico plantonista.

A mãe, de 23 anos, apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido. Em depoimento, ela afirmou ter encontrado o filho desacordado após acordar durante a madrugada. A mulher negou agressões e disse que algumas lesões teriam sido causadas por acidentes domésticos. O pai da criança, também de 23 anos, relatou histórico de negligência nos cuidados com o filho e afirmou que a mãe costumava deixar o menino sozinho em casa. Ele declarou que não estava mais em um relacionamento com a mãe da criança e que o menino aparentava estar saudável nas últimas vezes em que o viu, sendo a última ocasião nesta segunda-feira (25).

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Um homem de 52 anos, apontado no boletim de ocorrência como responsável por auxiliar financeiramente a mãe, também foi ouvido na delegacia. Ele negou envolvimento em agressões e afirmou que mantinha uma relação apenas de ajuda material com a mulher, apesar de já terem tido relacionamentos íntimos.

Testemunhas ouvidas pela polícia relataram condições precárias de moradia, ambiente insalubre e suspeita de uso de drogas pela mãe da criança. Segundo relatado no B.O, o menino já havia sido internado há cerca de dois meses com um quadro de princípio de infarto supostamente causado por obesidade infantil.

Ninguém foi preso até o momento. Foram solicitados exames necroscópicos detalhados, coletada de DNA, análise para verificar possível violência sexual e perícia na residência onde a criança vivia. O caso foi registrado como morte suspeita na Delegacia Sede de Guarujá.