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Começa nesta quarta-feira (14) o julgamento do sargento da Polícia Militar Samir do Nascimento Rodrigues de Carvalho, acusado de matar a sua esposa, Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, com 51 facadas em maio do ano passado em Santos, no litoral de São Paulo. O júri acontecerá a partir das 9h30 desta quarta, no Fórum de Santos.
Samir é acusado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) pelo feminicídio de Amanda e tentativa de homicídio contra a sua própria filha, de 10 anos na época do crime, que sobreviveu.
De acordo com a Promotoria, o acusado e a vítima mantinham relacionamento havia mais de dez anos e tinham dois filhos. No dia do crime, ele foi até uma clínica médica onde a mulher e a filha aguardavam atendimento. Após ameaçar a esposa de morte, o homem teria escondido uma pistola e um punhal e enganado os policiais que chegaram ao local para atender a ocorrência. Em seguida, entrou na sala onde as vítimas estavam e efetuou diversos disparos. A mulher foi atingida no braço, peito e costas e morreu no local. A filha foi baleada nas pernas e no braço e precisou passar por cirurgia.
Ainda segundo a denúncia, após os disparos contra a esposa, o acusado desferiu dezenas de golpes de punhal contra ela, causando 51 ferimentos. O MPSP sustenta que o feminicídio foi praticado no âmbito de violência doméstica e familiar, por razões da condição do sexo feminino, com meio cruel, mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, perigo comum e emprego de arma de fogo de uso restrito. Em relação à filha, a acusação é de tentativa de homicídio qualificado, também com alegação de perigo comum, dissimulação, dificuldade de defesa e uso de arma de fogo de uso restrito.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 7 de maio, quando Samir invadiu o consultório onde Amanda aguardava atendimento. Os dois discutiram e um médico chegou a intervir, retirando o policial do local. Minutos depois, ele retornou armado, atirou na esposa e desferiu golpes de faca. Na sequência, baleou a filha.
O laudo necroscópico apontou que Amanda foi atacada com 51 facadas em diferentes partes do corpo, além de ferimentos por arma de fogo no peito e no braço. Ela teve lesões no rosto, tórax, braços, mãos, abdômen, costas, coxas e uma facada abaixo da orelha direita.
A filha do casal também foi atingida pelos disparos no dia do crime. No entanto, ela sobreviveu após ficar seis dias internada.

Plantão Guarujá