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Entrou no segundo dia o julgamento do sargento da Polícia Militar Samir do Nascimento Rodrigues de Carvalho, acusado de matar a sua esposa, Amanda Fernandes Carvalho, de 42 anos, com 51 facadas em maio do ano passado em Santos, no litoral de São Paulo. O primeiro dia de julgamento terminou por volta das 21h50 desta quarta-feira (14) e a sessão foi retomada às 10 horas desta quinta (15).
Segundo apurado, a previsão era de que 14 testemunhas fossem ouvidas no primeiro dia, entre familiares dos envolvidos no caso e também funcionários da clínica onde o crime ocorreu, além de policiais militares que atenderam a ocorrência.
A previsão é que o julgamento termine na noite desta quinta, podendo se estender até as primeiras horas da madrugada de sexta (16). Samir é acusado pelo Ministério Público do Estado, pelo feminicídio de Amanda e tentativa de homicídio contra a sua própria filha, de 10 anos na época do crime, que sobreviveu.
Relembre o caso
Samir e Amanda mantinham relacionamento havia mais de dez anos e tinham dois filhos. Na tarde de 7 maio do ano passado, Samir foi até uma clínica médica localizada no Canal 1, onde a mulher e a filha aguardavam atendimento.
Após ameaçar a esposa de morte, o homem teria escondido uma pistola e um punhal e enganado os policiais que chegaram ao local para atender a ocorrência. Em seguida, entrou na sala onde as vítimas estavam e efetuou diversos disparos. A mulher foi atingida no braço, peito e costas, além de ter levado 51 facadas. Ela morreu no local. A filha foi baleada nas pernas e no braço e precisou passar por cirurgia.
O Ministério Público sustentou que o feminicídio foi praticado no âmbito de violência doméstica e familiar, por razões da condição do sexo feminino, com meio cruel, mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, perigo comum e emprego de arma de fogo de uso restrito. Em relação à filha, a acusação é de tentativa de homicídio qualificado, também com alegação de perigo comum, dissimulação, dificuldade de defesa e uso de arma de fogo de uso restrito.

Plantão Guarujá